GORDO TAMBÉM É GENTE Depois do banco especial para gestantes, deficientes físicos e idosos, agora é a vez do banco para gordos. Para os bem gordos... Eu e minha namorada, por exemplo, ocupamos, no metrô, o espaço reservado para uma única pessoa com a seguinte característica: Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40. Importante: não havia, aparentemente, nenhuma pessoa com esse tipo físico por perto. Mas o que diabos é esse tal de IMC? De acordo com o site do médico Dráuzio Varella, o índice “é reconhecido como padrão internacional para avaliar o grau de obesidade.” “O IMC é calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em m)”, explica texto disponível no mesmo endereço eletrônico. Complicado? Eu explico. Se após esse cálculo (que pode ser feito automaticamente acessando o link abaixo), o índice estiver acima de 40, é sinal de que o gordinho está em uma enrascada. Se o número ficar abaixo de 18,5, significa que a pessoa está subnutrida. Mas enquanto o obeso é alvo de chacota, a modelo com essas características é, no geral, admirada. Como disse certa vez a consultora de moda Gloria Kalil, modelo é cabide. Traduzindo: a rapariga precisa ser magérrima para que qualquer merda fique razoável no seu corpo. Assim é fácil fazer moda, né? Que a mulherada se preste a esse papel, diz muito do nosso mundo ainda tão machista (a coisa da mulher objeto e tal). Embora sinta falta de caras como Charles Bronson, Steve McQueen e Bussunda. A fêmea, pobre coitada, precisa se encaixar no padrão. A mulher que estiver fora dele, fica de fora da TV e das passarelas. O gordo, coitado, só aparece quando é motivo de piadas. Eu sei disso porque, às vezes, me presto ao papel de seviciador. Ter um peso saudável é bom. Muitos estudos indicam que isso prolonga e melhora a vida da pessoa. Mas o extremo é uma bosta: seja qual for a direção que a balança aponte. http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/imc.asp
Escrito por Leo Gomez às 17h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|